quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

O vilão (ou joga pedra na Geni, joga...)

 A hipocrisia sobre o aquecimento global é o grande “negócio” do momento e deve gerar lucros. Como aqueles religiosos que pregam o que não fazem e são os donos das suas  “comunidades”, Europa e América do Norte imporem sanções a países que “ainda tem florestas nativas” é uma piada de mau gosto. 

Principalmente, transformar em vilão o país que continua a ter mais de 60% de suas florestas em estado nativo (contra o segundo lugar, Estados Unidos, que já consumiu 90% das suas, sem falar nos demais que se tornaram o império do eucalipto inflamável e do milho para biodiesel). 

Diga-se de passagem, o "vilão" conseguiu manter sua área de mata virgem e, ao mesmo tempo, tornar-se a maior potência agro-pastoril e agroindustrial da América Latina (e das maiores do mundo), quando povoou por migração interna o cerrado brasileiro (um imenso deserto tórrido, e sujeito a queimadas recorrentes, que Levi-Strauss denominou, como bom francês, de "Tristes Trópicos"). Coisas do JK, criador de Brasília, da gauchada que levou know-how, tecnologia e empreendedorismo e de muito brasileiro de primeira grandeza nascido em todas as querências.

Mas dizer algo contra idealistas poderosos é sempre perigoso.




Interessante texto da CNN

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Sem fantasia

Finjo não perceber,

Faço de conta

Que os olhos 

Não sondam

E a mente não ronda


O próximo passo,


Mas eu sei,

Ele vem entre

Neblinas 

Calçando os pés

Com nuvens

A ocultar-se

Nas esquinas,


Vem sussurrando

Sonhos,

Desaguando

Presságios,

O ainda

Não vivido.


Aguço o olhar,

Tento escutar,

Aspiro cheiros,

Silencioso 

Feito cão

A farejar.


Retomo 

Sonhados

Símbolos 

Para decifrar

Código, Língua,

Profecia, 


Mas sempre

Falho na gramática

E na sabedoria.


Pois, que venhas,

Revelado mistério,

À luz crua do dia,

Com tua face,

Nua das minhas fantasias.