Entre as incontáveis coisas que amo em Portugal: ao passar por alguém, mesmo desconhecido, ou entrar numa sala com várias pessoas, aqui se diz: Bom dia! E a resposta sempre vem, e com sorriso no rosto. Diante de coisas gentis que dizemos ou fazemos, receber um Muito Obrigado. Ou, ao receber algum pedido, mesmo simples, escutar “se faz o favor”.
Andar pela rua sempre em segurança, de dia ou à noite; sentir-se seguro também nas estradas perfeitas e com tráfego suave. Ao por o pé na faixa de pedestres, literalmente “parar o trânsito”. O clima ameno, as incontáveis andorinhas fazendo festa nesta época do ano, as águas dos rios verdes e transparentes, as flores silvestres por todo canto, mesmo nos terrenos baldios e nas beiras dos caminhos. A qualidade incomparável dos vinhos, das frutas e do café. A potabilidade da água da torneira na Covilhã, cidade em que moramos (100%) e Valença, onde vamos morar (99,8%).
Não é de estranhar que multidões do norte da Europa estejam vindo a residir em Portugal, criando, sim, por isto um problema importante, a subida dos preços dos imóveis. Pensávamos que não conseguiríamos comprar um novo imóvel por aqui, e começamos a buscar no norte da Espanha, de clima parecido, mas com preços bem mais baixos. Felizes, agora, por termos conseguido uma boa casa no distrito de Viana do Castelo!
É tanta coisa que me faz amar Portugal, que fico silencioso ao apreciar o grande presente da vida: ter-me tornado português.
Aliás, quando fui buscar o documento da cidadania portuguesa, a senhora que me recebeu, antes de entrega-lo, me perguntou: -Qual a sua nacionalidade? E eu, surpreso, respondi: - Sou brasileiro… Ela, então, mostrou um grande sorriso e me disse: -Não, o senhor agora é Português! Emocionante. Coisas de Portugal.

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