terça-feira, 18 de abril de 2017

Henri Marie Raymond Toulouse-Lautrec Monfa

Vejo-te a manquejar na noite, de bengala,
Cobrindo a cabeça  com um chapeuzinho,
A visitar bordéis por distantes caminhos
Do centro de Paris, onde te instalas.

O mundo é tua sala, tu és sempre sozinho
Ainda que estejas em meio a tanta gente,
Esboçando rostos, corpos, a beber um vinho:
Tu és sempre o diverso, observador ausente.

"O que fiz de minha vida?", te perguntas, "pouco
Fiz", tu pensas, enquanto trabalhas os esboços.
"Eu, ébrio artista, rengo, nobre e meio louco".

Mal sabes tu o quê a humanidade espera:
Tuas cores e teus traços inspirados em Degas
Para descobrir em ti visões da Nova Era.









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