Quero uma poesia cheia de vida,
Mas que não transpire pieguice,
Ou otimismos à Rousseau.
Que seja lúcida, ao ver o Homem
Na sua enorme fragilidade
E encontre nele, mesmo assim,
Uma nobre religião.
Que tenha poucas palavras
A dizer de qualquer coisa
E que as diga claramente.
Quero uma poesia
Que vá além do Idealismo,
Que não traia a realidade
Ao vê-la com o olhar da imaginação:
Que descreva a mensagem
Da aparência,
E ensine a compreender
O mundo,
Menos por filosofia
Menos por filosofia
E mais por ciência.
Quero uma poesia
Que transcenda gnoses,
Socialismos, seitas e Cultos,
Medievalismos,
Tradições místicas,
Delírios com e sem drogas,
Ativismos e engajamentos.
Uma poesia que cante
A derrocada de todas as utopias.
Uma poesia que cante
A derrocada de todas as utopias.
Quero a poesia dos desconhecidos
E nascentes novos dias.
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