Era uma velha casa de madeira com parreiras no pátio,
Onde o menino cuidava de galinhas, cães e gatos,
Na rua onde se ouvia o português, alemão, italiano,
E os vizinhos, à noitinha, mateavam, confraternizando.
Ali descobriu o que era amar e ser amado, o piá criado
Pelos melhores que havia neste mundo para criá-lo.
Da casa no subúrbio foi às ruas, a escola e academia,
E do mundo livresco ideal ao trabalho nas favelas,
Realidade da vida e da morte nos leitos de hospital,
As crianças doentes, os bebés violentados pelo Mal.
Luta contra a alheia dor, tendo por arma a Ciência.
E, na lide, percebeu o Sentido que o viver se nos revela:
Mais que a humilde casa de madeira, muito além dela,
Lar e Obra foram o Mundo e as riquezas da Consciência.
Jorge, me senti levada pela memória, à casa de madeira onde fomos tão felizes, com nossos pais e irmãos. Parabéns! Está tua poesia é emocionante. Te amo, meu irmão. 👏🏻👏🏻👏🏻❤️
ResponderExcluirBeijo, mana!❤️
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