segunda-feira, 20 de abril de 2026

Conversa com a Vida

 


Édipo e a Esfinge, c.1806-08 | Francois-Xavier Fabre



Revela-se a vida e, apesar dos caminhos previsíveis,

Chega enigmática, a esquina de incontáveis saídas.


Como sempre tem sido, olha-me e aponta com o dedo

O rumo que é de todos, mas lentamente, vai girando o braço  


E, ao mostrar as trilhas incontáveis, diz:  como bem queiras.


Assim temos sido, eu e a vida. 

Eu, o aprendiz a decifrar mistérios,

Ela, a antiquíssima esfinge, a repetir que 

Eu sou o Enigma.