Rias de Combarro, sul de Galícia
Ser um homem comum
É o que me basta,
Sujeito ignorado,
Sem temer julgamentos
Como os sofri no passado,
Sem tramar impossíveis futuros,
O exequível presente já me chega.
Não programar os meus dias:
Que me venham as linhas, tintas,
Cores, ideias, livros e poesia.
Não planear desconhecidas rotas,
Andar pelos rumos de onde estou
Por ignoradas ruas, sempre novas,
Verdes rios, azul-mar, montanhas, inarráveis rias.
