Paris é tão chique,
Tão megalópole, densa,
Tão tensa, funda,
E imensa,
Que é como se nossa alma
Houvesse ainda ali,
Que é como andar pelo tempo
Além de andar pelo espaço
E tocar o passado do mundo
Com a ponta do nosso braço.
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É de entranhas feita Madri:
Fogo dos céus e dos infernos.
Mas sendo leve, me sorri:
Flamencos ternos.
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Lisboa, Alfama à noite,
E eu sonho com uma mulher em chamas.
Talvez o cheiro do mar
Traga lembranças
De outros tempos
E camas.
Mas é provável
Que seja apenas delírio,
Por ver Alfama.
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