sexta-feira, 1 de maio de 2026

A Cidade e as Serras (humilde homenagem, em versos, literalmente, livres ao grande Eça de Queirós)

 Deixo para lá as guerras recriadas, religiosos e ideológicos fanatismos.

Arcaico reino dos infernos a edificar-se com a alma de seus crentes infelizes. 

Abdico ao Novo Mundo e suas máfias destruidoras de homens, povos e países.

Desconheço o blá-blá-blá televisivo,  youtubers da propaganda sub-reptícia,


E, finalmente, olho as montanhas, 

Aspiro o aroma dos campos portugueses,

Sorrio às boas gentes que sorriem,

Sigo rios, de memoráveis nomes, a fluir:

Tejo, Douro, Zêzere, Minho, 

Guadiana,  Mondego, Côa, Lima,

A desfrutar a Primavera a me florir

Nestes nossos - sempre novos - 

Dias e caminhos a devir. 



Campo nos Açores, Portugal


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