domingo, 18 de outubro de 2026

minha odisseia


Solto-me livre do que temia e nem mais sei,

Do barco frágil em que singrei quando menino,

A dor que eu penei sem saber qual o destino

O Tempo me traria, este senhor das leis,


Qual o futuro, do meu genoma brotaria, 

E como, então, estruturar o meu sustento

Ao não ouvir, ou não ter claro pensamento,

Qual o enigma nesta odisseia a mim cabia.  


Tudo vivi nesta procura de sentido, tudo 

Sofri e de cada sonho eu sondei o conteúdo

Da história que minha alma assim propunha,


E eis que o navegante descobriu a Terra Nova,

O menino fez-se o homem vencedor na prova,

Tendo a lúcida consciência como testemunha.