Solto-me livre do que temia e nem mais sei,
Do barco frágil em que singrei quando menino,
A dor que eu penei sem saber qual o destino
O Tempo me traria, este senhor das leis,
Qual o futuro, do meu genoma brotaria,
E como, então, estruturar o meu sustento
Ao não ouvir, ou não ter claro pensamento,
Qual o enigma nesta odisseia a mim cabia.
Tudo vivi nesta procura de sentido, tudo
Sofri e de cada sonho eu sondei o conteúdo
Da história que minha alma assim propunha,
E eis que o navegante descobriu a Terra Nova,
O menino fez-se o homem vencedor na prova,
Tendo a lúcida consciência como testemunha.
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