Documentário do Netflix denuncia o "uso que as redes fazem das pessoas", ao viciá-las na internet, transformando-as em "consumidores" e produzindo "visões políticas" polarizadas.
domingo, 27 de setembro de 2020
O poder das redes
domingo, 20 de setembro de 2020
Portugal
Amo Portugal, de cá das beiras
Onde contemplo serra e vales,
Enamorados desde a vez primeira
Os meu olhares.
O clima ameno, as suaves gentes,
Límpido céu e seu colar de estrelas,
E as águas cristalinas de rios verdes,
Frias e belas.
Amo a vida segura que me envolve,
Mesmo nos dias em que o mundo exploda:
Estou em casa, Portugal, e amo viver-te
Por esta vida toda.
sábado, 19 de setembro de 2020
El gaucho (O Gaúcho)
Tratado de Tordesilhas, padres jesuítas espanhóis criando as missões redutoras dos indígenas pampeanos na imensa região que seria mais tarde a Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Gado europeu trazido pelos jesuítas espalha-se e prolifera livremente no pampa gaucho (gerando cerca de 12 milhões de cabeças de gado). As coroas portuguesa e espanhola expulsam os Jesuítas e destróem "las Misiones". Os Jesuítas não eram santos e tentaram dizimar as nações indígenas não-evangelizadas. Índias e europeus entrecruzam-se e surgem seus bebês, renegados pelos brancos e pelas tribos: o solitário Gaucho original, tentando sobreviver no deserto pampeano.
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
Picaretas espirituais
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
Etapas (tradução do poema Stages, da fase final da obra de Hermann Hesse)
"Como cada flor murcha e toda a juventude se vai,
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
os brasileiros
sábado, 22 de agosto de 2020
Criança-objeto
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
"aborto tardio", "aborto pós-natal", aborto...
sábado, 8 de agosto de 2020
a corrida pela vacina e os novos heróis gregos
quinta-feira, 30 de julho de 2020
Degustação (do que houver)
Lambe os lábios,
E lhe apetece
quarta-feira, 29 de julho de 2020
silêncio sobre a Verdade
A opinião tomada como Verdade, porém, é o pior, o mais imperfeito e fútil dos métodos, para obter algum conhecimento sobre um fato, pessoa ou fenômeno.
terça-feira, 28 de julho de 2020
sabe-se lá
Vindo do sul ao sul,
De onde?
Sabe-se lá.
Neste amanhã do ontem,
Da tua chegada:
sábado, 11 de julho de 2020
As fases de Kübler-Ross e a pandemia no Brasil
A maior parte são fases claramente neuróticas como a negação ("no Brasil não", ou "o clima quente nos protege" ou "isto não nos diz respeito", ou "não é assim como dizem"...), a raiva ("não aceito!", "por que isto?"), a barganha ("poderoso Deus, se tu me livrares disto vou construir uma Igreja em teu louvor!" ou "se me livras disto serei outro!", ou ainda "como eu faço o Bem, estou a salvo").
A resolução emocional destas fases neuróticas constitui a aceitação, um estado em que, apesar de descontentes, nos calamos e vivemos o que temos, seguindo adiante, cuidando-nos, sem tanto escândalo. Um lúcido "eu aceito o cálice, faça-se a tua vontade".
Mas a aceitação não é para todos. Há quem viva com raiva, há quem transforme sua vida num objeto de barganha como fazem os fanáticos religiosos, e há os que habitam o reino da negação.
Pois os brasileiros são os reis da negação. Vivem a inventar a partir do nada, uma realidade falsa para manter na cara um esgar que, aos que não conhecem o Brasil, parece um inalterável sorriso de vitória. Um samba para "enaltecer a favela".
Conheci amigos que morreram de câncer imaginando que prece ou canções de roda seriam sua cura e não aceitaram tratamentos adequados. Mães que perderam seus bebês por buscarem métodos "humanizados" de parto. Gente que bebia a própria urina para tratar-se de SIDA (seguindo o terapeuta, ou doido do momento). Vi de tudo no meu país ao longo dos anos.
Nestes dias, há brasileiros que usam ervas, chás, óleos, água dinamizada, pílulas que previnem e tratam COVID, inventam curas, para evitar desconfortos como usar uma máscara, respeitar um distanciamento físico, ficar em casa.
No contexto desta pandemia ainda sem tratamentos eficazes ou vacina disponível, vamos aos poucos observando os resultados esperados da negação.
quinta-feira, 9 de julho de 2020
sobre os pobres brasileiros aprendendo com a classe média do primeiro mundo
Foi durante um dos Fóruns Sociais Mundiais de Porto Alegre, aqueles espetáculos midiáticos que o PT e as esquerdas latino-americanas ofereciam aos europeus de Esquerda. Havia muita cannabis na orla do Guaíba, os estudantes universitários lavavam seus cérebros em discursos idiotas e aproveitavam as horas livres para visitar a miséria dos "sem terra", queimar lavouras produtivas e mesmo laboratórios da UFRGS prestigiados mundialmente por produzirem conhecimento em genética das espécies vegetais. Ah! e rolava um intercâmbio sexual à gauche que divertia ainda mais a garotada.
Eu confesso que era ainda um pouco ingênuo, apesar das leituras que fazia sobre filosofia política.
Pois, repito, tive uma iluminação com base numa situação única: recebemos em nossa casa um visitante ilustre, um ativista francês, idealista radical, cujo nome não citarei. Filho de um importante médico de Lyon, membro da alta burguesia francesa. Como naqueles fóruns a hospedagem era por conta da população, uma família francófila pediu-nos para recebê-lo. Aceitamos. E aí começa a iluminação literalmente "pé-no-chão".
Chegou o rapaz, um jovem bonito, apesar das roupas e do cabelo. Entrou em nossa casa com um olhar, digamos, surpreso de encontrar confortos "de nível europeu" em meio ao país selvagem da Amazônia e do Carnaval. Sentou-se numa cadeira na ampla cozinha e, de repente, nossa cachorrinha Tinta, uma cocker spaniel que tinha uma infecção crônica nas orelhas veio me fazer carinho. Esta infecção nas orelhas dava-me um trabalho imenso, incluindo dois curativos diários, limpeza, etc...era uma alegria da vida cuidar minha amada cocker preta. Pois eu comecei a sentir um cheiro tão desagradável naquela cozinha que acusei minha Tinta de ser a fonte...mas o fedor não vinha da minha filhota. Dei-me conta, surpreso, de que o nobre idealista francês, empestava minha cozinha com odores, não da falta de uns banhos nos últimos dias devido à viagem. Era um odor indescritível de semanas sem banho. Em pleno verão porto-alegrense, que obriga a gauchada, ricos e pobres, a pelo menos um banho além do matinal, diariamente. Um hábito herdado dos índios, banhos e banhos, nem que seja com água de mangueira.
Conversando com o representante do Primeiro Mundo, fiz a besteira de falar, como um perfeito idiota terceiro-mundista, de Política e fui por ele devidamente esclarecido que "em se tratando da difusão dos ideais revolucionários à esquerda, e só à esquerda, tudo vale, inclusive utilizar táticas nazistas". Visitou, ao sair de Porto Alegre, a Venezuela de Chaves e a Argentina, sabe-se lá para quê. Havia uns padres franceses e belgas, representantes de instituições europeias, envolvidos com os tais fóruns, além dos ecologistas incendiários.
Contudo, a situação mais divertida desta visita exótica foi o contato da nossa querida doméstica na época, vou chamá-la de G., uma moça de família muito pobre, moradora de uma destas favelas da zona Norte de Porto Alegre, que criava seus dois filhos e os mantinha super bem cuidados, e muito estudiosos numa escola pública. Trabalhou em nossa casa por uns 20 anos...no dia em que veio limpar a casa defrontou-se com o visitante que, nas semanas em que foi nosso hóspede, tomou apenas um banho e, só então, trocou as roupas.
Em um dia anterior ao raríssimo banho, G. me disse, com um olhar debochado que usava muito frequentemente:
- Doutor Jorge, me desculpe lhe falar sobre seu hóspede, mas no chão onde este francês pisa fica mau cheiro. Sou obrigada a ir aos lugares depois que ele sai, com um pano com lixívia perfumada, para que não empeste a casa.
E, diante da gargalhada que dei, rematou com uma frase muito brasileira:
-"Eu sou pobre, mas eu sou limpinha".
Anos depois, quando a encontrei na rua, lembramos disso, com muitos risos.
Esta foi minha iluminação sobre os pobres brasileiros, entre os quais eu e G. nos incluímos, e um nobre idealista à gauche, representante da alta burguesia do primeiro mundo.
sexta-feira, 26 de junho de 2020
leituras de Platão à Pessoa
Serve para isto a Poesia,
Pregar verdades não.
Santo, mas o esteta
A costurar beleza.
sábado, 23 de maio de 2020
oração
«(...) j'ai toujours pensé que l'élection n'est pas du tout un privilège; c'est la caractéristique fondamentale de la personne humaine, en tant que moralement responsable.
La responsabilité est une individuation, un principe d'individuation. Sur le fameaux problème, «l'homme est-il individiué par la matière, individué para la forme?», je soutiens l'individuation par la responsabilité pour autrui.»
domingo, 17 de maio de 2020
Poema da quarentena V
O resto, olvido.
domingo, 3 de maio de 2020
Canção de Seikilos
Hino Órfico a Dioniso
com face de touro, filho do trovão, famoso Baco,
De poder universal a quem espadas, sangue e ira sagrada
deleitam com euforia, ó louco, ó deus da voz ruidosa,
Ó furioso inspirador que carrega a vara:
Reverenciado pelos deuses,
Ó deus que coabita com os humanos,
Vem benigno, com ânimo alegre,
Suavemente".
Segundo Hino Délfico a Apolo
Cantem em homenagem a Apolo, arqueiro e músico habilidoso de dourados cabelos, a quem Leto gerou nas margens do pântano apertando com as mãos um grosso galho de oliveira verde-acinzentada enquanto paria."
domingo, 26 de abril de 2020
nostalgia
del santisimo sacramento,
playa seré, y las calles todas
Adonde anduvimos enamorados y felices,
con amigos amados,
en nuestras raíces,
y flores, dalia que extraño,
y frutos, uvas y arándanos,
y gatos y perros, y tilos.
Hoy mi corazón se desbordó
de pasados presentes,
regalos guardados en el alma,
Por siempre,
Quarentena IV - sou o que sou
domingo, 19 de abril de 2020
Poema da Quarentena III - Cuida-te
Ou mensagem divina.
E teu respirar revive a Vida
Enquanto a vida puder.
Políticos defequem politicagens,
Calculem se deves viver,
Dividindo a unidade
Pela tua idade.
sexta-feira, 10 de abril de 2020
"o maior dos homens é o que serve a todos"
As tradições são geradas ao longo de séculos pela ação dos povos e seus expoentes: heróis, génios inspirados, homens justos, santos. E ao longo dos séculos, as tradições cristalizam-se, envelhecem, tornam-se incompatíveis com os tempos novos, enrijecem ao tentar barrar o que há de melhor no que lhes parece distinto do que elas contêm: o outro, o diferente.
A tradição torna-se então o cadáver do espírito que a gerou.
sexta-feira, 3 de abril de 2020
sobre as origens do COVID
terça-feira, 31 de março de 2020
COVID
Que nunca, como agora, torna-se clara a importância, literalmente vital, dos conhecimentos científicos, das vacinas, da experimentação séria. É evidente a incompetência dos "curadores de tudo", dos explicadores profundíssimos sobre tudo, que resolvem o mundo em casa, sentados.
Basta nos irmanarmos para o futuro melhor, indo além das ideologias que têm produzido tanto mal.






