sexta-feira, 28 de maio de 2021
As Origens do COVID 19 na China sem adequada Regulação Ético-legal de Pesquisa
quinta-feira, 13 de maio de 2021
a morte do barbudo
Há uma confusão entre religião formal e espiritualidade humana, de tal forma que a derrocada das crenças religiosas formais tem implicado a decadência da espiritualidade humana. É como se sem a voz do papa, do rabino, do iluminado e do guru, reinasse o "vale tudo", aliás, a cara do nosso Tempo.
No entanto, a espiritualidade humana, a valorização dos potenciais e qualidades específicas do ser humano, a opção consciente pela visão de uma sacralidade da vida humana, a crença na transcendência da pessoa através das experiências da vida, incluindo o sofrimento que é inseparável do viver, são as únicas bases de uma possível Civilização.
O não matarás não perde o valor intrínseco se deixa de ser uma lei criada por um deus barbudo. O não matarás é a base fundamental de uma civilização que reconhece o seu passado: o mundo arcaico que tentamos abandonar, o mundo dos filicídios, matricídios, parricídios, o mundo dos genocídios, da selva ou dos regimes totalitários. Diga-se de passagem, os regimes totalitários da primeira metade do século XX são frutos da perda total dos princípios civilizatórios devido à derrocada das bases cristãs formais.
O deus barbudo das tradições talvez apenas seja o símbolo da espiritualidade humana em seu maior nível, a intuição certeira dos mecanismos que regem a psiquê humana profunda e o Universo. Uma visão do "numen" sempre Desconhecido.
Confundir crenças em uma religião formal com amadurecimento espiritual tem lamentáveis consequências.
O desapego de alguma religião para uma pessoa sábia, letrado(a) ou iletrado(a), pode levar ao cumprimento integral das regras que as religiões tentam impor pelo medo. Se estas regras são adequadas à manutenção e à saúde de uma sociedade civilizada, devem ser respeitadas, como se fossem "a palavra de deus".
.......................................................................................................
Religiões formais e espiritualidade humana são coisas distintas. A morte das tradições não necessita ser a morte dos valores humanos essenciais. A necessidade radical de amar ao próximo, de respeitar ao outro não são conceitos que tem dono.
Há questões cruciais que estão sendo questionadas em nome de um preconceito “anti-religioso” sem nos darmos conta que destruir certos valores (por serem coisa de “religião”) implica na destruição da própria civilização. A liberação de matar, na verdade o dever de matar, gerido pelo Estado, concedido aos médicos em países do norte da Europa com histórico nazista leva ao fim do que conhecemos por Essência da Medicina, e o valor do “ato médico”. Diz-se: sacralidade da vida humana, o tabu de não-matar são coisas de “religiosos”, um atraso nestes “novos tempos”. Não é assim.
O “não matarás” não é o “primeiro mandamento” à toa. É o passo limítrofe entre a civilização e a barbárie ancestral. Os antigos sabiam, por experiência histórica e intuição, o que diziam.
domingo, 2 de maio de 2021
Exercícios pessoais com a Novilíngua
"The purpose of Newspeak was not only to provide a medium of expression for the world-view and mental habits proper to the devotees of Ingsoc, but to make all other modes of thought impossible."
“And if all others accepted the lie which the Party imposed—if all records told the same tale—then the lie passed into history and became truth. ‘Who controls the past’ ran the Party slogan, ‘controls the future: who controls the present controls the past.'”
George Orwell, 1984 - trechos
Estou treinando para a Novilíngua...é um exercício de criatividade. Podes mudar as palavras como queres e as coisas se transformam...é uma técnica "transformadora da realidade", como dizem os adoradores da "mística quântica" e os professores de Ciências Sociais. Criminoso pode ser injustiçado, homem probo pode ser moleque irresponsável, ladrão pode ser heroi...tudo depende dos fins que tens em mente. Bem legal! Mentira pode ser verdade oculta, fato provado pode ser mentira. Bem (i)legal.
Treinando aqui:
A justiça brasileira é a melhor do mundo. A Lei funciona para todos, principalmente para políticos corruptos, na proteção dos direitos do povo brasileiro. As irregularidades dos governos petistas nunca ocorreram. O BNDES nunca foi usado para favorecer empresas ligadas ao PT. O apartamento não é do exu, ou ele comprou com a aposentadoria da falecida que trabalhava na Avon. Ou ainda, como eu já, ouvi: "rouba mas faz" voltou a valer. A Dilma é brilhante. O problema são os juízes concursados da PGR que perseguem os melhores governantes que o país já teve, os que acabaram com a miséria que depois voltou.
Sobre o Foro de São Paulo, Castro e Che nunca mataram civis inocentes incluindo homossexuais. Venezuela é uma democracia plena e o país vive a prosperidade idealizada pelo Foro de São Paulo. Os venezuelanos saíram em massa do país de férias, com a grana que a dupla Chavez-Maduro entregou ao povo.
Sérgio Moro e Dalagnol são dois moleques, aliás toda a magistratura (falsamente!) qualificada que julgou os homens probos do PT é composta de moleques. Os bilhões de reais devolvidos aos cofres públicos por empresários ligados ao PT, na verdade são dinheiro de família surrupiado pelos juízes da Lava-Jato a estes nobres empresários devendo ser restituído a eles pelos brasileiros, e com juros!
Os advogados sem concurso colocados pelo PT e PSDB no STF, com a grandeza de um Gilmar Mendes, entre tantos luminares, naquela ágora de homens probos e idealistas, desfizeram a teia criminosa de falsidades que lesou a reputação do mais honesto dos brasileiros.
A roubalheira por via da Odebrecht nunca existiu, nem os vínculos com ditaduras internacionais. Angola é uma democracia, Cuba idem.
Pronto! Estou preparado para o Brasil “dos novos tempos”. Já consigo mentir para mim mesmo e esquecer que minto. Estou pronto para auxiliar na criação do Novo Mundo onde o Bem é sempre vencedor porque a História é reescrita. Isto é maravilhoso!!!
Aliás, Orwell não se referia aos Socialistas no livro 1984 e IngSoc se refere a time de futebol inglês. E Orwell era um crápula (é preciso desclassificar quem te joga a verdade na cara.)
terça-feira, 6 de abril de 2021
Os incuráveis criadores do novo mundo (ou "sonhar mais um sonho impossível")
Sinceramente? Não haveria um forte viés racista e supremacista europeu por trás destes movimentos revolucionários coletivizantes na América Latina? Descendentes de europeus, de classe média alta, insuflados por ideologias originadas do Idealismo Alemão buscam civilizar os “primitivos” povos indígenas e africanos, que não prestam “a criar uma civilização”. Não haveria nisto um revival laico dos evangelismos e das missões jesuíticas que empestaram a história do continente latinoamericano por séculos ? Ao falar com europeus envolvidos nisto, principalmente franceses, sempre percebi algo do tipo “temos que ensinar civilização à gentalha”. Estes ideólogos tem uma espécie de prepotência intelectual, a “Síndrome dos criadores do Novo Mundo”. Pois o resultado final é ainda o mesmo: falta de liberdades, corrupção, opressão e, nestes últimos movimentos coletivistas, miséria avassaladora. Se eu fosse das áreas das Ciências Humanas, pesquisaria isto...
Um dos ícones simbólicos da "Síndrome dos criadores do Novo Mundo" é Dom Quixote de La Mancha, o cavaleiro de triste figura. Pois este romance escrito em poesia realista por Cervantes não idealiza um verdadeiro herói, pelo contrário, é uma paródia aos romances de cavalaria que estiveram em voga décadas antes da escritura do livro. Um homem decrépito, que se entrega ao prazer de "sonhar o impossível" lendo romances de cavalaria e perde o juízo, tornando-se o justiceiro andante. Quixote é uma sátira, uma comédia, produzida pelo grandioso talento de Cervantes. Um personagem tragicômico, a quem o pobre Sancho Panza tem que obedecer como "pessoa comum", ingênuo servidor que é. Na América Latina, daqueles tempos, certamente, o personagem Sancho seria um escravo, o seguidor fiel de uma Ideologia partidária.
Creio que eu usaria a triste figura de Dom Quixote de La Mancha, enlouquecida por leituras e sentimentalismo, como símbolo da "Síndrome dos criadores do Novo Mundo" na minha tese.
domingo, 4 de abril de 2021
Joio e Trigo
Sou do mundo dos sonhos,
Dos símbolos, das fábulas.
Escuto a voz que ensina
Nas madrugadas,
Em lugares que desconheço
Num real que é seu avesso,
E disto sei que é preciso
Crer e descrer, duvidar
Como quem sonda
Os abismos do mar
Como fez Tales
De Mileto,
A mirar as ondas.
Cifradas mensagens,
Duplo sentido em imagens
Esboços obscuros
De planos futuros,
Desejo escondido
Em nebulosa paisagem,
Aí se confundem
Sombras e luzes
Pois disto
Se é composto,
Como os dois lados
De um rosto,
O Ideal que é o disfarce
Do seu oposto,
E a duração total
De um dia.
Crer e descrer,
Rejeitar profecias,
Sempre mais desvendar
Para chegar a uma fé
Que distingue verdades
De fantasias.
domingo, 21 de março de 2021
Anatomista do real
Quem sabe ver
Sabe calar-se
Para dissecar o real,
O que se mostra
Ou se oculta
No disfarce do Ideal.
Sabe ouvir,
Mais que as essências,
Às gritantes evidências.
E sabe ter o desencanto
Com ícones,
Ídolos, santos,
Gênios, profetas,
Causas, partidos,
Literárias utopias.
Despir a vida
Do ruído
Da militante poesia.
Sabe ver com
Olhos de águia,
Sabe ler
Verso e reverso,
Sabe ser
Um solitário
A dissecar o discurso.
Dias agrestes (em confinamento pela Pandemia)
domingo, 14 de março de 2021
Revelação
Dúvidas minhas,
Dúvidas da vida.
Como se separa o que eu sei
Do que nada se sabe,
Aquilo que pensei
E o que me cabe
Fazer?
O que é saber
Com certeza
Se a própria natureza
Parece não se saber?
Só ao Homem cabe o dever:
Solucionar a dúvida da vida,
Para a vida poder se conhecer.
Salvar o irmão e a criança,
Não matar o irmão e a criança.
É em cada Homem que há
Salvação
E Esperança,
E nisto não há ateísmo,
Isto é a essência do Cristianismo:
O maior dos Homens
Morreu crucificado,
Sem haver pecado.
Por isto, cada ser humano,
Embrião, feto, jovem, velho,
É sagrado,
Joia única da Vida,
Consciência única
A revelar à Vida
Seu Mistério.
Lembranças de um médico brasileiro
Uma das coisas que se vê nestes dias difíceis são homenagens aos médicos do Brasil, os verdadeiros herois, e aos investigadores cientistas de todo o mundo, que dão sua vida ao esforço de buscar cura e prevenção de doenças, através, por exemplo, de vacinas.
domingo, 7 de março de 2021
o tornado da lumpencultura americana
Confesso que assisti ontem um pedaço do filme Twister, cinema-catástrofe americano. E me dou conta de que uma boa parte destas besteiras falsamente científicas, estes comportamentos de risco, agitação social, e indução às drogas e à violência que marcam nossos tristes tempos tem sido inspirada pelo cinema americano, tanto os de segunda quanto de primeira qualidade.
Pois este filme é um retrato compactado disto: os heróis são um bando de adultos doidos se expondo a risco de morte, sendo salvos somente por um roteirista idiota, um diretor irresponsável e muitos efeitos especiais (hoje já bastante fraquinhos, claramente malfeitos). Sem isto, os personagens estariam mortos nas primeiras cenas.
Os vilões são os "cientistas acadêmicos", mostrados no filminho como gente ambiciosa, politiqueira e incompetente. Dois destes vilões acadêmicos acabam morrendo, como deve acontecer com qualquer vilão de produção americana.
Conseguimos perceber porque uma estupidez como o movimento anti-vacinas tem imensa multidão de seguidores naquele país.
O filme é uma sucessão de clichês repetidos à exaustão, e ainda assim teve as maiores bilheterias em mil e novecentos e lá vai pedrada, tendo sido indicado ao Oscar.
Indo além do Twister, há todo um lado mais pesado do American Movie, a crítica ao "establishment", o qual poderia ser traduzido hoje como o "comportamento adequado". Estes filmes de "destruição dos valores burgueses" não se limitam mais ao cinema "noir". Mocinhos e mocinhas, descolados, bacanas, curtem sua maconha, os traficantes e bandidos são gente muito legal, heróis da contracultura, de bom coração, enquanto as pessoas "adequadas" são medíocres seguidores do "sistema".
Sem falar nas impressionantes culturas do rap, funk, e mesmo o lado mais escuro do rock, ou seja, toda uma "lumpencultura" que tem acabado com a vida de muito garoto e muita garota ingênuos, sem adequada educação formal e familiar.
sábado, 6 de março de 2021
Confissões em confinamento
Nestes momentos de grande sofrimento coletivo em nível mundial, expansão da pandemia e mortalidade imensas, confinamento quase absoluto, inicia a contar o efeito claramente positivo da vacinação em massa. Em Israel isto se torna evidente, e parece que em uma ou outra região da Andaluzia também, pelo menos nos lares de idosos onde os mais velhos, vacinados, deixaram de morrer como moscas. É um raio de esperança quando os confinamentos prolongados, tão difíceis para as pessoas e as Economias, vão se somando.
Aqui, seguimos confinados, mas com quase um milhão de vacinados, confiando que logo mais, no verão, com a vacina, teremos obtido a imunidade de rebanho, a matemática sagrada do R<1.
Volto ao Brasil, meu país. As mensagens que recebo revelam sobretudo posicionamentos políticos que a descrição dos trágicos fatos, que não se restringem ao umbigo dos meus conterrâneos mas a qualquer canto deste planeta Terra.
O governador, que estava sendo elogiado, voltou a ser um lixo. O prefeito, idem. O presidente, vilão. O país está vacinando milhões de pessoas, mas isto ninguém cita. A gente é capaz de perceber nas frases e textos, especificamente pelo que falta nas mensagens, a coloração política de um e outro, como acontece com as torcidas de futebol: “o problema é que as pessoas estão enlouquecidas pelo confinamento” (ou seja, o político X tem razão de criticar esta medida, como se houvesse outra neste momento, com os níveis atuais de vacinação). Outro texto, escrito com talento, afirma: “as mortes por Covid diminuem no mundo todo, aumentam no Brasil"...(ou seja, o problema é o político Y...mas o texto conta uma um mentira, e todos sabem: a mortalidade neste instante só é artificialmente reduzida enquanto permanecemos confinados, em qualquer aldeia por menor e mais isolada que seja, quanto mais nas grandes metrópoles).
Esta falta de uma parte do pensamento, esta sutil ocultação da verdade, é que preocupa: as pessoas, em nome do partido que torcem, distorcem a narrativa da realidade para obter algum voto em 2022, mesmo numa situação de vida ou morte coletiva nestes trágicos meses de 2021.
Confinamento para mim tem sido um prazeroso exercício criativo, montando projetos, obtendo resultados, finalizando pesquisas, com aulas online, namoros com a paisagem, comidas gostosas feitas com calma, boa música, convivência de primeira, este gato Paquito feliz com os donos em casa. A constatação pura e simples de que a felicidade é um bem do coração e envolve coisas que a dona Rosa Miz me passou lá no bairro Menino Deus, Porto Alegre. E, embora haja mensagens e frases nas redes dizendo que a felicidade não é da alma, aliás que não há alma, eu, para mim chego à certeza do contrário em plena tragédia da pandemia. E sem time, sem partido, sem correntes de oração.
Não sei se saio vivo desta, sinceramente, mas saio agradecendo pelos últimos bons tempos.
Grande abraço do confinado aqui aos amigos confinados daí!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
O vilão (ou joga pedra na Geni, joga...)
A hipocrisia sobre o aquecimento global é o grande “negócio” do momento e deve gerar lucros. Como aqueles religiosos que pregam o que não fazem e são os donos das suas “comunidades”, Europa e América do Norte imporem sanções a países que “ainda tem florestas nativas” é uma piada de mau gosto.
Principalmente, transformar em vilão o país que continua a ter mais de 60% de suas florestas em estado nativo (contra o segundo lugar, Estados Unidos, que já consumiu 90% das suas, sem falar nos demais que se tornaram o império do eucalipto inflamável e do milho para biodiesel).
Diga-se de passagem, o "vilão" conseguiu manter sua área de mata virgem e, ao mesmo tempo, tornar-se a maior potência agro-pastoril e agroindustrial da América Latina (e das maiores do mundo), quando povoou por migração interna o cerrado brasileiro (um imenso deserto tórrido, e sujeito a queimadas recorrentes, que Levi-Strauss denominou, como bom francês, de "Tristes Trópicos"). Coisas do JK, criador de Brasília, da gauchada que levou know-how, tecnologia e empreendedorismo e de muito brasileiro de primeira grandeza nascido em todas as querências.
Mas dizer algo contra idealistas poderosos é sempre perigoso.
domingo, 14 de fevereiro de 2021
Sem fantasia
Finjo não perceber,
Faço de conta
Que os olhos
Não sondam
E a mente não ronda
O próximo passo,
Mas eu sei,
Ele vem entre
Neblinas
Calçando os pés
Com nuvens
A ocultar-se
Nas esquinas,
Vem sussurrando
Sonhos,
Desaguando
Presságios,
O ainda
Não vivido.
Aguço o olhar,
Tento escutar,
Aspiro cheiros,
Silencioso
Feito cão
A farejar.
Retomo
Sonhados
Símbolos
Para decifrar
Código, Língua,
Profecia,
Mas sempre
Falho na gramática
E na sabedoria.
Pois, que venhas,
Revelado mistério,
À luz crua do dia,
Com tua face,
Nua das minhas fantasias.
domingo, 24 de janeiro de 2021
IngSoc
Leio espantado um artigo no Estadão que informa que Orwell temia que a”Direita” usasse sua obra como instrumento político.
Não sou "de Direita", mas "IngSoc" significa o quê? Para que tipo de público os jornalistas brasileiros acham que escrevem? Impressionante...pensam que os leitores brasileiros não leram Orwell, não só 1984, mas a Revolução dos Bichos. E o resto. Nem Arendt, que alterou seu Origins of Totalitarianism depois das declarações de Krutchev sobre o Totalitarismo Soviético. Aliás quase tudo da Hannah, que aprofundou o desmascaramento do Marxismo a ponto de dizer em um de seus livros que “o Socialismo Europeu só conseguiu concretizar a União Europeia ao ter desistido do Comunismo”. Ela, que foi uma das inspiradoras da U.E. Além de Arendt, toda a literatura crítica da visão de Esquerda radical, de nível incomparável, incluindo um latinoamricano Premio Nobel. Que público imaginam os jornalistas ter o Brasil?
É por isto que vemos a classe artística brasileira, gente com segundo grau incompleto e boa de ritmo e verso, magoadíssima com o rechaço dos brasileiros. E os jornais desacreditados...quem são os jornalistas brasileiros? Qual sua formação? Fraquíssimos...
Quem são os responsáveis pelo colapso da Esquerda no Brasil?
Umas gangues com discurso populista, envolvidas com ditadores e terroristas que, além de delirar com regimes coletivistas da primeira metade do século vinte, destruidores de Economias e países, enviaram dinheiro dos brasileiros, sob segredo de Estado, para governos ideologicamente coligados (obviamente recebendo alguma propina de retorno). É isto que os brasileiros conhecem desta Esquerda nacional e isto é real. Esta esquerda, cantada na MPB, merece escárnio e repúdio.
Portanto, nem Direita nem Esquerda, para a Frente e, se possível, para o Alto!
Paulo Francis, volte urgente!
domingo, 17 de janeiro de 2021
Vacin(Ação)
Ampla, geral e irrestrita,
quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
PC Chinês escolherá o novo Lama Budista Tibetano
domingo, 3 de janeiro de 2021
Outras mortes mais silenciosas além do COVID19
Um tempo de crimes lamentáveis...nos Estados Unidos, nos 40 anos de aborto liberado, 40 milhões de seres humanos foram eliminados (estamos proibidos de falar em pessoas ou bebês "pois ainda não nasceram", na linguagem políticamente-correta destes tempos tristes). Na Holanda, e também na França, a questão nem é mais aborto, mas infanticídio, ou seja, assassinato intra-útero após a 12ª semana gestacional. Na Holanda é ainda muito mais grave: há liberação de infanticidio desde o nascimento até os 12 anos de vida (ou seja, os pais solicitam para matar seu filho doente até os 12 anos de idade e, se o Estado concorda, a criança doente é eliminada). Ainda mais absurdo, se assim é possível: atualmente os pais podem solicitar o assassinato de um filho sadio até os dois anos de idade se houver "estresse psicossocial familiar" especialmente, materno. O termo suave usado é "Aborto Pós-natal" que é justificado nos meios "éticos" e legais pelo fato de que o bebê não tem ainda uma "consciência moral". Além disso temos a eutanásia liberada para maiores de 12 anos, a criação de uma especialidade médica de "eutanasistas". Pessoalmente, este é o grande drama silencioso, pouco divulgado, no mundo, uma verdadeira barbárie, um retorno ao crime intraparental, incluindo o parricídio, o matricídio e infanticídio.
sábado, 2 de janeiro de 2021
Tese-antítese-síntese?
sábado, 26 de dezembro de 2020
"O que está em cima é como o que está embaixo"
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
Dever de Matar?
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
Bill Shakespeare e a vacina
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
Vaslav Nijinsky em imagens filmadas
sábado, 7 de novembro de 2020
Lembranças de um guri do Menino Deus
Havia na parte “de cima” da Rodolfo Gomes uma família de alemães, os Vontobel Neugebauer, que criaram uma indústria de chocolate para alegrar nossas vidas e, creio, até hoje existe esta empresa em outra região da cidade. Lembro das barrinhas de chocolate amargo, forradas num envoltório branco com a imagem da Neugebauer estampada.
domingo, 18 de outubro de 2020
Medicina Desumana e os vícios incuráveis da Filosofia
"A Criança é o Pai do Homem" (Machado de Assis)
«É preciso deixar amadurecer a infância dentro de cada criança» (JJ Rousseau)
Aprovou-se há poucos dias na Holanda a nova lei de eutanásia que libera o "assassinato piedoso" para menores com idade entre 1 ano e 12 anos de vida, por solicitação dos pais. Bebês com menos de 1 ano podiam ser sacrificados desde há algum tempo e maiores de 12 anos tem sido mortos pelos holandeses há outro tanto. Quem mata? Os médicos, cumprindo tarefa delegada pelo Estado, seguindo solicitação dos pais. Na França, há bem pouco, foi liberado o assassinato de bebês em situações de "estresse psicossocial" materno.
Não vou me estender na questão do infanticídio, um hábito que remonta aos nossos ancestrais mais primitivos. Abandonados nas estradas para serem devorados pelas feras, atirados de abismos, selecionados para viver ou morrer pelo Conselho dos Anciãos, de acordo com certas características pessoais em Esparta, ou pelos pais em Atenas. Isto com apoio dos filósofos, como em relação aos velhos, doentes crônicos e doentes mentais.
A palavra "infantil" significa imaturo, tendo a mesma origem da palavra "enfermidade". E os pequenos, especialmente os "enfermos inúteis" sofreram toda a sorte de abusos, maus-tratos, exclusão e assassinatos. Apenas no fim do século XIX, seguindo o caminho de Rousseau, passou-se a ver a criança como o primórdio da pessoa madura, criando-se o interesse pela proteção aos menores.
Somente décadas após, criou-se um atendimento médico específico para as crianças e, lentamente, ao longo do século XX, surgiu a proteção aos seus melhores interesses (bem depois das leis de proteção aos animais, diga-se de passagem). Apesar das leis de proteção aos menores, ainda assim, na profissão de Pediatra, atendi a crianças espancadas, violadas sexualmente, humilhadas por abuso psicológico. Por seus familiares, cuidadores, ou por qualquer um. Não é para menos que na língua Anufo usada por alguns povos Africanos, o Pediatra é chamado de "Nbataam-Kandabri", que significa o "Protetor das Crianças".
A Medicina, de algum modo, participou desta história, ou como assassina a pedido dos pais e do Estado, ou como protetora da criança. Deve-se enfatizar que nunca como nas últimas 6 décadas tantas terapêuticas foram desenvolvidas para tratar a criança doente e aliviar suas dores, não a abandonando no caminho.
Há quem imagine que criança não tenha doença grave. Pois não é assim. Há crianças que nascem enfermas por doenças congênitas, outras padecem de enfermidades crônicas adquiridas, além dos acidentes graves como as queimaduras. E há os transplantados a exigir imensa atenção para sempre.
São pediatras que as atendem, são cientistas que desenvolvem medicamentos para curá-las ou tratá-las e mitigar suas dores. Alguns governos com dignidade, como o do Brasil e da Europa, fornecem medicamentos de última geração para melhorar sua qualidade de vida, incluindo os chamados "medicamentos órfãos".
Estas crianças portadoras de doenças crônicas necessitam dos melhores cuidados paliativos por toda a sua vida. Eu tive a honra de participar de algumas destas situações, envolvendo equipes médicas devotadas, famílias amorosas, heróicas e isto me ensinou o que é o amor verdadeiro, só percebido e expressado nestas situações limites.
Contudo, repito, este esforço da Medicina, que podemos considerar como um novo paradigma civilizatório em relação à criança, certamente o mais elevado, tem menos de 60 anos!
A Medicina embrenhou-se nos últimos tempos com a Filosofia para gerir e desenvolver a Ética Médica. Isto tem possibilitado algum avanço na relação entre médico e doente, buscando valorizar princípios éticos, morais, humanitários. Ocorre, porém, que a filosofia tem seus vícios. Baseia-se em uma reflexão sistemática de referências bibliográficas e, não raramente, confunde realidade com texto, transformando texto em verdade, sem a capacidade de fazer uma clara observação dos fatos e dados para chegar aí sim a conclusões adequadas. A Filosofia tem sido a mãe de ideologias políticas, que usam o discurso filosófico para gerir comunidades da pior forma com desastrosos resultados, em nome de algum Sistema a prometer o Novo Mundo.
A liberação de assassinar, com ou sem piedade, é um ponto sem retorno para o assassinado, para o profissional que assassina, para o sistema jurídico de um país. O caminho atual estava sendo o da tentativa de eliminar guerras, genocídio, pena de morte, resquícios de um mundo bárbaro, embora tão próximo.
Como gosto de Filosofias, mesmo sendo intrinsicamente desconfiado dos seus métodos e resultados, uso aqui uma reflexão de Jean Baudrillard no excelente livro A Transparência do Mal, que analisa a Sociedade ocidental Pós-Moderna. Baudrillard diz que o Ocidente tem buscado destruir seus conceitos fundadores, como o Bem, o Justo e o Belo, através da Generalização que dilui estes conceitos. Se dizemos que qualquer coisa, uma sanita exposta ao público por exemplo, pode ser Arte, o conceito de Arte deixa de existir. O mesmo em relação ao Bem e ao Justo (tudo vale). Sobre a Arte, ele assim resume: "uma Arte que desconhece o conceito de Beleza merece um Mercado que desconhece o conceito de Ética".
Em nome da liberdade de escolha individual, a valorização super-dimensionada da Autonomia relativiza os valores humanos conquistados pela civilização, destruindo o que a cultura Humanitária de melhor qualidade tem produzido com tanto esforço.
E aí está a questão: se assassinar passou também a ser tratamento, ao invés de se investir sempre mais na cura ou nos cuidados paliativos, então está decretada também a Morte da Medicina. Como predizia o Dr. Julius Moses, morto num campo de concentração: O médico torna-se o Carrasco.
E bem mais fácil para as finanças e o conforto do Estado e de algumas famílias.







