quarta-feira, 4 de novembro de 2026

A minha Paideia

 Hoje, o meu blog “Paideia: Pensamento e Poesia”, nos seus 17 anos de existência, recebeu a visita de mais de 118.000 pessoas, incluindo portugueses, brasileiros, alemães, ingleses, franceses, enfim, de todo o mundo. Confesso que não sei o que significam estas visitas, mas o que posto da minha paideia no Facebook são os poemas e os textos selecionados pelos visitantes, geralmente escolhas algumas que eu faria. Ou seja, os visitantes selecionam os temas e as formas que mais me agradam. E eu repasso através do Facebook. 

Tudo isto surgiu quando, lá por 1980, quando já estava trabalhando como médico, eu resolvi registrar e guardar meus poemas, pensamentos, reflexões de modo a não perder esta parte preciosa - talvez a mais preciosa - da minha existência entre os séculos XX e XXI. E, com o surgimento da internet, as redes sociais pareceram-me o veículo perfeito para deixar viva a minha jornada neste mundão. Daí surgiram dois pequenos livros de poesia, ambos publicados em Portugal. Creio que são compostos de boa poesia, mas independente disto, têm a minha cara, a minha alma. São o meu depoimento. E isto sem qualquer pretensão ou diletantismo. A Paideia é a minha mensagem: eu existo, eu existi. Há gente que tem ficado chocada com isto…fui chamado de “influencer” ou coisa assim, pouco sério, pretensioso, “exibido” como dizem os porto-alegrenses. Houve gente que ficou chocada com o fato de um médico revelar-se por inteiro em coisas assim tão “sentimentais” ou “narcisistas” através de um blog. Um tipo de crime contra a persona de um profissional de saúde sério. Lembro de uma colega que foi proibida de cantar em público (era uma cantora maravilhosa) por ser “psicanalista” em Porto Alegre…

Mas eu não estou, nunca estive “nem aí” para o que pensam de mim, e  do meu processo criativo.

Agradeço, isto sim, pela leitura dos amigos especiais e os comentários. Uma satisfação ter criado e estar estruturando a minha Paideia há tantos anos.  Provavelmente, este meu blog virará poeira, o fado que cabe aos que vivem. Mas eu, onde, e se, estiver, direi eu fiz!

Saudações.

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