A fruição da beleza gera a poesia,
Ou a dor, esta fera que, ao roer o fundo,
Faz aflorar o magma ao mundo:
Tragédia e salvação.
A poesia, ou brota da emoção,
Exaltação dos sentidos,
Ou da suave edificação dos sentimentos.
Nasce da eternidade percebida
Ou do tremor dos minúsculos,
Frágeis, momentos.
A poesia reza ou conjura,
Faz ruir as bases, ou as costura.
A poesia, pura e impura,
É breve, ou morre o homem e ela perdura.
É imensa então, a poesia,
Voz jamais muda do humano
A decifrar e descrever a vida.
Canto do cego aedo, lúcido ou insano,
Ao estampar na carne da alma
A História que o sábio estuda.
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