Despido da antiga pátria, minha história digerida,
Tão perto do que serei e tão longe do que hei sido,
Comemoro com sol e brisa o nascimento do dia.
Ponho tintas nos pincéis, traço ideias, crio tons,
Ouço o mundo, seus gorjeios, ruídos, vozes, sacros sons.
Saco do fundo do peito o tesouro dos meus dons
E fruo o que tenho direito: viver o que é belo e bom.
Sei das guerras e da fome, e do crime que comanda
O país onde nasci, mas isto tornou-se alheio,
E do Atlântico Norte vem à varanda o ar fresco,
Sou ainda aquele piá a semear e colher arte,
E a confessar-te, meu amigo, a que veio…
O Grove

Meu irmão, sempre maravilhoso, na maneira de escrever o que sentes. Parabéns! Saudade👏🏻👏🏻👏🏻♥️
ResponderExcluirBeijo, minha irmã❤️
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